Anti heróis da Guitarra


OS ANTI-HERÓIS DA GUITARRA...
por: Márcio Okayama Publicado em:
09/01/2006


Joe Gore foi editor técnico da Guitar Player, americana, escrevia: textos , transcrições e lições de uma maneira profunda e eclética dando o devido destaque a qualquer estilo que achasse pertinente,indo do punk ao jazz,passando pelo metal, world music e alternativo. Além de sua função na GP, Joe manteve uma carreira ativa como guitarrista atuando em projetos da cena nova-iorquina e acompanhando a cantora PJ Harvey.

Numa matéria com Johnny Marr, dos Smiths,Gore numerou os mandamentos do anti-herói da guitarra:

1) Abandone uma banda de sucesso e recuse oportunidades de entrar em bandas grande por puras razões artísticas.
2) Evite solar o máximo possível.
3) Toque poucas passagens melódicas.
4) Coloque as canções acima de exibicionismos.
5) Não complique as suas gravações,mesmo que isto implique em pouco aparecer nelas.
6) Seja discreto em suas inovações;não se mostre posando com uma guitarra de 4 braços; concentre-se em idéias originais,afinações alternativas,,uso de capotraste,estranhas vozes de acordes e capriche na base.
7) Pinte com uma pluma, não com um lança-chamas.
8) Cite influências obscuras.
9) Viole as convenções da música pop ,sempre que possível.
10) Denuncie heroísmos na guitarra!

Quando li a matéria em 1989, esses dizeres me incomodaram, pois era um devoto ferveroso do Malmsteen e do Vai, todavia, alguns anos depois vi que simples idéias estavam me fascinando muito mais e dando-me mais tesão de tocar guitarra.

Os riffs e texturas criadas por: Andy Summers,Pete Townshend, Peter Buck, Adrian Belew, John Fruciante, Neil Young, Keith Richards, entre outros, mostram que a guitarra é uma força motriz na música pop; uma ferramenta de composição vital.

Radicalismos nunca são bons ,eles são o antônimo da Arte;uma coisa são convicções e crenças,outra são meras defesas que colocam o ego acima da música...

Que a técnica esteja a favor da inspiração...


Márcio Okayama

3 comentários:

Ronaldo Boss disse...

Parece questão de tempo e de ter ouvidos ligados à musica como um todo, para se ligar nessa proposta. Base "Vamp" e sextinas a "milhão", são para manter a boa forma, mas expressar a musica usando somente esse artificio, hoje, me parece insulficiente para expressar o que a musica pede como elemento. Um instrumento se sobressaindo aos demais, às vezes atende mais ao ego do que ao ouvido. Abraços

MÁRCIO OKAYAMA disse...

Thanx man!

MÁRCIO OKAYAMA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.