Jason...

Jason....

Deus te abençoe sempre...

Possível réquiem para um peixe...




Bem no início de meu trabalho e divulgação na web , postei na primeira versão de meu site, um post sobre as mudanças climáticas, baseado na foto do Kilimanjaro que vi publicada na Folha de São Paulo, onde a neve não derretia tanto há milhares de anos.

No meio do frenesi que passamos no dia a dia com sua labuta, acabamos por sublimar alguns fatos muito relevantes, entre eles o quanto a mudança da biosfera esta fugindo de nosso controle e , sinceramente pode estourar de vêz, assim como muitas bolhas de crise ou oportunidade na nossa era globalizada.

Um fato que me surpreendeu foi a provável extinção do Grama Loreto, um peixinho muito bacana de água salgada que tive em diversas ocasiões.

Este simpático morador de recifes de corais(que faz uma ponta no Nemo, na cena final do aquário) possui uma cor linda, uma espécie de sunburst(oh porra de fanatismos por guitarras do cacete!) indo do amarelo ao rosa.

São estes sinais sutis que mostram que devemos realmente parar , coçar a cabeça e pensar com mais carinho na nossa mãe Terra.


Oka

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Pois é , logo logo, o coelhinho da páscoa já vai vestir chapéu de papai Noel, formando assim uma criatura bizarra que será um dos novos ícones de nossa cultura globalizada massificada....como sempre colaborando para o surto generalizado da nação

No meio deste corre todo, estou suando para alinhar novos projetos e finalizar alguns já em andamento, entre eles os dois métodos de técnica que estou escrevendo.

Um dos capítulos destes( uma grande parte na realidade) é inspirada na obra do hermético Robert Fripp, grande influência minha, cuja esquisitice já veio no meu DNA.

Em breve coloco um trecho pata download no site, com o respectivo áudio.

Como diria o mestre:


“Toda estrutura pode ser adaptada”

Oka

Terra da garoa

O trânsito na Terra da garoa em dias de chuva assume proporções surreais, misturando cenas dignas de um filme do Fellini, com temperos de Mad Max e muito David Lynch, nesta nossa Blade Runner tropical(eita pseudo-intelectualismos ...)

Andar pela Av. Paulista na chuva é uma tarefa mais divertida de ser feira a pé, por incrível que pareça; graças as suas vitrines, bancas de jornal, cafés e memórias de ter uma grande parte da vida passada por lá. De carro, tal tarefa assume um caráter de psicodrama enclausurado.

A noite é um período que potencializa tudo, para o bem e para o mal. Pequenos problemas assumem uma proporção enorme; pequenos besouros viram monstros de ficção cientifica que atormentam a nossa psique.

O crepúsculo é ainda mais misterioso; um Zenith entre duas realidades distintas da natureza e por tabela do ser humano

Cá estava eu, neste final de sexta realizando este trajeto, voltando da Teodoro Sampaio, após fazer uma visita para o sansei Seizi Tagima que estava numa pilha só e contou só um pouco da sua trip até a Terra do timoneiro Mao

Preso por monstros de latão e “guerreiros” kamikazes sobre duas rodas, pensava na vida ao som do novo disco do Nguien Le.

O que pensava? Ora bolas: cada um no seu quadrado, digo: automóvel porra!

Foi o compositor John Cage o qual tanto teve a obra permeada pelo silêncio que afirmou encontrar a grande iluminação no barulhento bairro que morava; a volta pela Paulista neste horário é uma experiência de impacto similar.


Obs: O disco do Nguen é muito bom, chama-se Homescape, gravado totalmente em sua casa

Oka