Burn baby burn....



Mais uma relíquia que surge para ser capitalizada....

A dita primeira Strato que o Hendrix incendiou, sendo que a mais conhecida e celebrizada aquela do famoso show no Monterey festival , destruida por Jimi para fazer birra com o The Who, que também tocava no mesmo dia.
A outra está nas mãos do Dweezil Zappa; pertencia a seu pai Frank que a reconstruiu e usou.Hendrix a queimou no Miami pop festival.(filho desnaturado!!!! tentou vende-la há alguns anos).
Confiram fotos da nova descoberta da arqueologia do rock

Oka

Blogar ou não Blogar.....

Blogar é um vício e , como diria o grande escritor Marcelo Rubens Paiva, no seu livro,”As Fêmeas” , reescrever também é um vício .
A net propicia esta relação “morfável” com obras artísticas; textos, músicas e desenhos os quais são desconstruídos e refeitos a cada segundo.
Filosofada a parte, o fato é que o fluxo de informação na rede propicia até mesmo uma nostalgia legal,onde sempre conseguimos cavar algo de bacana
Estava estes dias na sala do meu brother Zeca Almeida conferindo umas gravinas de um projeto antigo dele(Parêntesis e puxada de orelha:_ Zé vc é foda cara! Vê se põe logo este som na net para o povo ouvir cara!)
Papo aqui, papo ali, conferimos alguns vídeos dos anos oitenta, entre eles “The Hunter” do Dokken, banda a qual um de meus guitarristas favoritos pertencia, o George Lynch; é incrível pensar em como seus solos psicóticos, com um timming totalmente maluco , escolha de notas dissonantes e vibrato agressivo, estavam nas ondas das mais tocadas em rádios no final dos anos oitenta; estará o mundo mais chato e careta com os ouvidos menos abertos à sons diferentes?
Ouvir músicas que marcaram um determinado período de nossas vidas, assistir seriados antigos, folhear gibis velhos amarelados ,abrir álbuns antigos de fotos da família, fuçar a geladeira ,o barzinho de um móvel antigo, são verdadeiros gatilhos de disparo para ativação da maquina do tempo.
Curtir o clima descontraído do clipe do Dokken teve este efeito na minha psique; os acordes dos riffs do George, a melodia pegajosa do refrão, a fotografia do clipe a até a citação ao PMRC, orgão americano que controlava a censura em letras de rock leva a cabeça para uma época mais leve e inocente, onde a grande ameaça à indústria da música parecia vir de um órgão controlador de censura e não do próprio canibalismo que a industria gerou.
Estes dias vi uma entrevista muito legal com o Wander Wildner, citando um elemento que muitos desconfiam mas , mas poucos tem coragem de expor; o fato de que a internet bagunçou a produção cultural, ao dar muita voz para qualquer um; ou seja , bandas que mal ensaiaram, guitarristas que aprenderam o primeiro sweep, todos estes já estão no Youtube e My space, sem o menor senso de crítica e propósito artístico.
Uma declaração paralela a esta foi feita pelo mestre Jedi Mozart Mello, em sua entrevista para a revista da Izzo , apontando esta tendência doentia que assombra o cenário.
Tanto o Mozart quanto o Wander Wildner, são artistas que merecem um respeito enorme, pois qualquer pessoa que se mantenha por mais dez anos, no mercado artístico é herói, não só aqui, como em qualquer parte do mundo é um herói.
Não respeitosa foi a declaração do NX Zero em relação ao Wildner na Rolling Stone;antes de mais nada quero deixar claro que não tenho nada contra nenhum estilo musical , nem faço parte da patrulha anti-emo; sou amigo pessoal e fui professor de guitarra do Frabrizio Martinelli do Hateen e admiro o gás desta molecada, todavia.... a maneira como a banda se referiu ao, em tese, “pequeno” publico do Wander e seu respeito obtido com formadores de opinião, justificando preferirem a glória da fama ao respeito da critica e dos formadores de opinião soou(me permitam o engano) muito desrespeitosa para uma pessoa que fez história no rock tupiniquim.
Desejo ao garotos muito gás e força para crescerem e segurarem a onda no mercado , mas o fato é que a industria musical se organizou de tal forma que cada vêz mais a arte de consumo em massa se tornou um produto similar a chicletes e tênis e isto nos faz coçar a cabeça...
Na realidade o rock’n roll nasceu meio que por aí, mas este é um papo para outro texto.
Fazer música buscando os holofotes e a fama, deprecia todo o propósito divino que a arte nos oferece....

Fui...

Oka

P.S Segue abaixo o vídeo do Dokken em questão

Mr. Poland...

Chris Poland é um de meus heróis da minha fase metaleira na puberdade; meu disco favorito do Megadeth(Peace Sells) possui suas guitarras fazendo um duo infernal com Dave Mustaine

Confiram esta entrevista sobre seus trabalhos recentes e prestigiem o som deste monstro!!!!!!!

Abx

Oka




Nascemos na Esbórnia!

"Morar neste país... é como ter a mãe na zona"...

Sábios versos do Roger do Ultraje.

Acabei de saber da greve dos correios e fiquei muito puto; parece que tudo aqui neste país á decidido na última hora só no intuito de fazer barulho e privilegiar algum interesse escuso.(no fim das contas, como disse o Bukowski, " é sempre a raia miúda que toma na bunda")

O fato é que acabei de chegar cansado de um dia bem corrido, sendo que um dos trabalhos que me desdobrei em finalizar é um material para a GP que enviaria por Sedex pela manhã...

Além de estar na dependência dos serviços de correio por outras razões pessoais...

É rir para não chorar....

E la nave.....non va!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Oka