Viva Marty Friedman!!!!!




Marty Friedman é um de meus heróis pessoais; foi um dos primeiros “heros” que ouvi “fritar” lá pelos idos dos anos oitenta, quando tinha uns doze anos de idade; junto a ele despontavam também na minha vida o Akira Takasaki e o Malmsteen.
Confesso que tomei gosto pela música japonesa por causa de suas pirotecnias, no Cacophony.
Tive a chance de apertar sua mão ,entregar uma demo da minha banda da época e me declarar fã desde a época do Hawai. Se mostrou um cara bem simples e simpático.
Coloco o Friedman num nicho que admiro e tento humildemente seguir, os de guitarristas que possuem técnica , formação, mas tem prazer em se diluir no contexto musical que for ; priorizando ,acima de tudo, a música.Classifico também assim o BucketHead, o Andy Summers(o cara que me ensinou a pisar no freio) e o Vernon Reid.
O Marty sempre foi um camaleão que teve a grandeza de exercer o desapego ao próprio exagero e “breguismo” que o meio de música de guitarra instrumental se tornou, lançando discos que contrariavam a expectativa do típico disco onanista de: _ “Oh Deus... eu toco pra cara.....”
E é com Future Addict que Friedman mostra, mais uma vêz , que coloca acima de tudo, sua visão musical ignorando rumos óbvios.
Um fã declarado dos Ramones, não pensou nem meia vez em fazer uma releitura de seu repertório no Megadeth e Cacophony, dando a estas músicas uma maquiagem pesada com vocais punk pop, lembrando o estilo de bandas como Avenged Seven Fold , Bullet for my Valentine ,Asian Kung Fu Generation e bandas hardcore japas.
O resultado foi tão legal que recebeu as bençãos de ningúem menos que Mr. Jason Becker.
Mesmo sendo um disco declaradamente feito para lançar Marty no mercado mainstream japonês(o qual Marty Friedman tornou-se celebridade como apresentador de TV) , este mostra o prazer que o guitarrista possui em fazer música, mesmo sem a pretensão de querer mudar o mundo nem ser o salvador da pátria.
Os guitarristas também não vão se desapontar com os timbres e sonoridades modernas neste trabalho, provando que mesmo os deuses da guitarra devem aprender e estar antenados com o que acontece no mercado musical.

Márcio Okayama

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