Keith... o Shaman bruxo do Rock,"n Roll

Keith Richars é, como definiu Hebert Vianna, uma das razões que justificam o ato de tocar guitarra.

Seguem os riffs que considero obrigatórios deste bruxo das seis cordas:

1)Last Time

2)Gimme Shelter

3)Brown Sugar

4)Happy

5)Start me up

6)She's so cold(um dos primeiros que aprendi...)

7)Hang Fire

A Casa da mãe Joana

Mais uma do baú....
Um programa muito bacana, que sempre acolheu bem a todos, de músicos, escritores,artistas e uma galera bacana do bem...

Este foi para o ar nas vésperas do Tio Sam começar e meter bomba no Iraque, reparem no adesivo na minha guitarra debaixo de meu braço(em cima do Taz), contra a guerra. Tive a honra de tocar com o Emílio, um músico fora de série que ja admirava antes pelo seu trbalho com o André Geraissat no CD 'Next"

Assutador não?

Leilão da Christie's oferece camisetas vintage de estrelas do pop e rock

Da Redação
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AFP

Camiseta dos Rolling Stones é uma das peças que estará no leilão da Christie's em NY
PEÇAS DO LEILÃO

A Christie's organizará o leilão "Rock and Pop Memorabilia", com 292 lotes de raridades da história da música, que incluem camisetas vintage autografadas, no dia 30 de novembro, em Nova York. Entre os artigos que serão leiloados estão peças de artistas como Beatles, Rolling Stones, Yardbirds, David Bowie, entre outros. Os valores variam de 600 a milhares de dólares.As peças foram apresentadas em um desfile nesta sexta-feira (16), em Nova York.Os interessados poderão dar seus lances pessoalmente ou online. Para maiores informações, acesse o site da Christie's. (PS E pensar que talvez vc usou uma desta como pano de chão?rs...)

Tempo de Mar...

outro texto meio antigo...

Tempo de Mar...
Enfim ,parece que adentramos mais uma etapa da caminhada de nossa espécie humana na Terra; acontecimento comprovado pela série de fatos crassos e perspectiva de um futuro não muito luminoso, que nos pegaram de supetão nas últimas semanas.

Mesmo anteriormente a isto, vivíamos num clima meio de primeiro de janeiro na praia, onde restos de sonhos ,expectativas,solidão e alegria se misturam à garrafas vazias de champagne, fogos estourados e oferendas a Iemanjá....

E o “Papel da Música”nesta esbórnia toda?De certa forma nunca se produziu tantas ferramentas e obras na história quanto no século passado .Sempre associamos uma determinada forma de composição à época. Na Renascença o surgimento da polifonia, no Barroco o auge da independência das vozes .O que se dirá do século XX onde um de nossos maiores expoentes, Igor Stravinski adotou sistemas distintos em várias fases de sua obra?

Nunca os frutos da árvore genealógica musical foram espalhados de maneira tão rápida, visto que a obra do próprio Stravinski teve ecos ,desde a sucessão de compositores eruditos contemporâneos,passando pelo nascimento do Be Bop,chegando à sofistição harmônica de nosso maestro Tom Jobim , atingindo territórios impensáveis como a “metaleirice”de Marty Friedman e Jason Becker no Cachophony e o universo que se conhece por aí, como Frank Zappa.

Imaginem o quanto de informação e sons novos o laboratório a céu aberto, que é a música erudita contemporânea, pode oferecer à criação musical e artística geral(não esquecendo de eventuais pontes entre diferentes ramos que se tornam cada vez mais vitais).

Lembrando que as texturas únicas dos últimos trabalhos da banda Pop inglesa Radiohead foram influenciadas pelo compositor polonês Penderecki e que a música eletrônica, de um modo geral, tem se tornado um estilo novo no qual se firma cada vez mais como assunto sério e coisa de gente grande ,neste , produtores e arranjadores , cada vez mais , se exprimem (que o diria nosso saudosíssimo Suba).

Falando deste último, fica aqui um gancho de como nossa música e cultura fogem à regra geral do jogo, em que um maestro Iogoslavo conseguiu, em pouquísssimo tempo, assimilar e dar um prumo novo às nossas tendências musicais.

Salvo tons ufanistas , fica aqui a ressalva que a música brasileira assume um papel de ponta na conjuntura geral do planeta ,uma fusão de raças, cores e sons que se torna vital, num momento no qual a intolerância ameaça dar um final abrupto em nosso história

Satori...

John Lennon costumava dizer que a vida é aquilo que ocorre enquanto fazemos outros planos.
É com esse pensamento que Philip Toshio Sudo abre a sua série de "posts", em seu site, sobre sua luta contra o câncer.

Confesso que pouco sabia a seu respeito, apenas ouvi falar sobre seu livro "Zen Guitar", na coluna do André Martins da revista Cover Guitarra.

Um dia, há poucos meses , esse livro, literalmente caiu em minhas mãos enquanto "matava hora" numa livraria da Paulista, numa tarde de chuva e café.

Ao folheá-lo, encantei-me com a forma bem "down to earth", em que os ensinamentos zen-budistas são associados à arte do ensino e prática da guitarra , nele cada "insigth"é ilustrado com uma citação de vários heróis pessoais, do David Torn ao Keith Richards, passando pelo Miles Davis.

A filosofia Zen se encaixa de uma maneira ímpar em qualquer aspecto da vida mundana, mostrando que a iluminação ocorre em qualquer área e momento da existência, sendo esta o enfoque e a porta de entrada da filosofia oriental no mundo ocidental( vide a obra do escritor Jack Kerouac e as linhas de psicanálise , como a Jungiana e a Gestault).

Zen Guitar é aquele livro que vai além do próprio papel impresso: vivencia-se!
Uma obra digna desse nome , daquelas que nos dá a sensação que temos após um filme bacana quando sentimos carregar algo físico para casa.

Coincidentemente, a leitura se deu ao terminar a mixagem de meu segundo CD da série New Age que estou lançando (Zen Garden), cujas entrelinhas baseiam-se em interpretações de textos budistas.

A nota triste é que o Philip nos deixou há dois anos. Descobri isso quando procurei saber mais de seus outros livros, discos e vida....

Existe uma parábola zen em que um monge , que passou a vida a plantar árvores, afirma estar usando seu desejo de Ego para que , após sua passagem, lembrem-se de sua vida atráves dos frutos e bons ares provindos das ditas árvores.

Philip San, em cada nota vou me lembrar de seus ensinamentos e manter seu "Dojo"aberto(palavra de escoteiro).

Saiba mais sobre o Zen Guitar no site : www.maui.net/ ~ zen_gtr
Oka 15/02/05

Viva São Peter....

Pete Towshend representa para mim uma espécie de santo padroeiro, seja pelo seu legado artístico( um dos principais baluartes do que restou do rock’n roll), ou pela sua atitude perante à vida e sua genial musicalidade.

Não apenas um mero destruidor de Teles, Stratos, Sgs, Les Pauls e Rickenbackers(entre outra infinidade de guitarras esmigalhadas) que legitimou o formato ópera-rock ,através de Tommy.Sua responsabilidade sobre grandes avanços da arte, aconteceu de maneira subliminar para a grande massa, assim como a maioria das coisas que valem a pena no rodar da Lusitana Townshend, ao lado de : Bowie, Lennon ,Dylan, Zappa e Hendrix , se caracteriza por mostrar que o rock n’roll não é mera cultura de consumo e sim uma música extremamente poderosa e inteligente, que arrancou aplausos de ninguém menos que Leonard Bernstein, numa da primeiras apresentações de Tommy; ou seja, da mesma maneira que guitarras eram demolidas, Platão e Conrad eram lidos....

Desde a moda da utilização de Unions Jacks( a antiga bandeira inglesa) que cruzou além-mares e ornou cinzeiros e mini-saias ( advindos dos blazers e amplis do Who), seguindo pelos avanços da tecnologia nos estúdios caseiros, do qual Pete foi pioneiro, o desenvolvimento do Stack da Marshall até o link entre cultura pop e espiritualidade, via seu guro Meher Baba, a gênese do heavy metal(fator negado por Pete, apesar do Live at Leeds)e até uso de elementos Wagnerianos e minimalistas no rock, são alguns dos inúmeros legados de Pete.

Uma de suas maiores obras, o disco Who’s Next, surgiu de um acidente de percurso do que seria outra obra, que segundo Pete deveria superar as expectativas em relação ao Who pós- Tommy.
Inicialmente, chamada de Lifehouse ,era um arrojado projeto multimídia que previa uma interatividade entre banda e platéia ; baseava-se no princípio que a arte deva ser um espelho da audiência....

Por uma série de infortúnios, o projeto “foi para o brejo”...desde a falta de tecnologia adequada, até a não receptividade da platéia presente nos ensaios ,chegando aos peculiares abusos de drogas e hedonismos pelo resto da banda e pelo próprio empresário ,conduzindo o guitarrista a uma crise emocional que quase levou-o ao suicídio, em plena Nova Iorque.

Apesar de tudo, ficamos com um dos mais célebres discos de toda a história da música, com grandes hinos como: Baba o’Riley, Behind Blue Eyes , Bargain e Won’t get Fooled Again.
Bem... o fantasma de Lifehouse persegue Pete até hoje(palpite de fã...), vide como o inseriu no seu projeto solo o show “The music of Lifehouse”resgatando alguns audios originais e colocando em seu website(http://www.petetownshend.co.uk/) a chamada frase-moto do projeto: “A música deve servir como um espelho que define a audiência.”.... um tanto psicodramático, não?
A música é uma manisfestação presente desde os primórdios da espécie humana. Segundo alguns especialistas em música hermética, a verdadeira música está presente desde o grito primordial e sua verdade se manifesta até hoje em artistas que têm esta verdade de maneira consciente ou não(viva Hermeto Pascoal!!!).

Todavia, o que vem sendo feito da arte, reflete na verdade o vazio que apresentamos como espécie humana ,um momento histórico interessantíssimo que não mostra muita graça e sim, talvez, um colapso nervoso geral da sociedade...

Cabe aqui um chamado para os músicos, sejam os artistas já consagrados, os que batalham pela sua arte, produtores, professores, engenheiros de som , editores e todos os profissionais desta grande arte:devemos todos ter em mente esse “fator espelho” e tentar refletir o que a platéia tem de melhor.Creio que, melhor papel social o músico não pode ter....